Lingeries de Catalão

a estimativa é de que o faturamento das confecções some cerca de R$ 4 milhões anualmente. Nossa produção, na maioria das vezes, é fruto do trabalho casado entre as confecções e as facções, devido ao tamanho da demanda.

Érika de Bem, Gerente de Marketing da Unicon

Anualmente, a capacidade produtiva do município é de até 600 mil peças íntimas. A estimativa é de que o faturamento das confecções some cerca de R$ 4 milhões.

Destaque na produção de moda íntima em Goiás, Catalão representa um dos sete pólos de confecções do Estado. De acordo com a União das Indústrias de Confecções de Catalão e do Sudoeste (Unicon), entre confecções e facções registrados e não registrados, a cidade conta com 82 empreendimentos voltados ao segmento têxtil. Deste total, a União estima que 75 sejam especializadas na produção de lingeries.

Conforme a gerente de Marketing da Unicon, Érika de Bem, a capacidade produtiva do município é de até 600 mil peças íntimas por ano. Segundo ela, a estimativa é de que o faturamento das confecções some cerca de R$ 4 milhões anualmente. “Nossa produção, na maioria das vezes, é fruto do trabalho casado entre as confecções e as facções, devido ao tamanho da demanda”, diz.

Consumo e fornecedores – Érika conta que os maiores consumidores das peças confeccionadas na cidade são os Estados da Bahia, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e o Distrito Federal. A gerente comenta também que uma pequena parte da produção é enviada para fora do País, devido às compras online de brasileiros que residem na Alemanha, nos Estados Unidos, em Portugal e no Japão. “O consumo no próprio Estado é muito pequeno.”

Sobre os fornecedores, a gerente ressalta que também não são goianos. Segundo Érika, Catalão recebe matéria-prima da Bahia, de Santa Catarina e de São Paulo. Conforme ela, isso era um problema há alguns anos, pela dificuldade que tinham de comprar os materiais fora do Estado. “Com o fortalecimento da indústria têxtil na cidade, nossos fornecedores vieram para a região. Hoje temos distribuidores autorizados na cidade e os confeccionistas não precisam mais se preocupar com grandes estoques”, completa.

Mercado de trabalho – A Unicon calcula que o setor seja responsável pela geração de 3,5 mil empregos diretos e indiretos na cidade. Érika do Bem explica que a grande maioria dos empreendimentos ligados à confecção de lingeries estão legalizadas e – devido a treinamentos do Senai e do Sebrae – investem no design e na modelagem de suas peças. “Os avanços com relação à preparação e aperfeiçoamento do pessoal é notável, mas a pouca mão-de-obra continua sendo um ponto a ser melhorado.”

Segundo a gerente, grande parte dos trabalhadores ligados às confecções é representada por pessoas que estariam fora do mercado se não estivessem no segmento. Conforme explica, 98% dos funcionários das empresas têxteis são mulheres, entre 25 e 60 anos, com pouco ou nenhum estudo. “De certa forma existe um serviço social que garante às pessoas uma oportunidade de trabalho e de aperfeiçoamento.”

Fonte: GOFASHION

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