Jeans e moda feminina alimentam indústria têxtil em Goiânia

Hoje, conseguimos produzir 26 milhões de peças por mês no Estado. Até 2007, esse total não passava de 16 mil

Presidente do Sinvest

Capital é destaque na produção de jeans no País. Estado conta com 9.500 confeccções registradas

Entre os principais polos da indústria têxtil do Estado, Goiânia se destaca na produção de jeans. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas em Geral de Goiânia (Sinroupas), Edilson Borges de Souza, a produção goianiense também se destaca na produção de modinha – especializada nas tendências de moda feminina – e de moda praia.

Segundo ele a expressividade de Goiás nesses segmentos é tamanha que, com relação ao jeans, Goiânia e região são responsáveis em ditar as novidades para todo o País. “Embora não exista uma grande cultura de exportação no Estado, do pouco que mandamos para fora do Brasil, aproximadamente 90% corresponde a artigos de moda praia”, comenta.

Com relação ao consumo dos produtos da Capital, Edilson explica que 70% são destinados a outros Estados brasileiros, especialmente para a região Norte. No entanto, o presidente ressalta que o setor movimenta grande parte da economia do município. “O turismo em Goiânia é uma área bastante influenciada pela expansão do setor têxtil. Hoje, o forte da Capital é o turismo de negócios.”

Conforme o Sinroupas, a estimativa é de que existam 3.800 confecções registradas em Goiânia. Dados levantados pelo Sebrae Goiás, em 2011, apontam que o segmento é responsável por 80 mil empregos diretos e mais de 100 mil indiretos, somente na região metropolitana da Capital. Desses trabalhadores, cerca de 80% corresponde a mulheres.

Goiás – Sobre a predominância da indústria Têxtil no Estado, o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Goiás (Sinvest), José Divino Dutra, concorda com a análise feita por Edilson Souza. Ele considera inegável a vocação goiana com relação ao setor econômico e diz que a produção estadual está bem distribuída entre o jeans e a moda feminina.

Segundo ele o Estado está nesse segmento há mais de 20 anos, mas só depois de 2004 que o setor começou a ganhar força e se expandir. Embora sem dados precisos, o presidente calcula que, aproximadamente, 9.500 empresas estejam legalizadas em Goiás, gerando mais de 180 mil empregos.

“Hoje, conseguimos produzir 26 milhões de peças por mês no Estado. Até 2007, esse total não passava de 16 mil”, ressalta o presidente. Conforme estimativas do Sinvest, a indústria de vestuário contribui com um terço do Produto Interno Bruto (PIB) goiano. José Divino acrescenta que, mesmo não presentando um arrecadação muito expressiva, a geração de empregos do setor garante que o segmento seja economicamente respeitado em Goiás.

Fonte: GoFashion

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