1º dia de GOFASHION: Abertura traz panorama econômico do setor

Semana de Moda foi criada para tapar as lacunas deixadas por outros eventos do segmento que já acontecem em Goiás.

“Goiás vive a moda desde os índios Carajás. Somos um Estado que tem estilo e que cria moda autoral”, comentou o diretor executivo da 1ª Semana de Moda de Goiás, Marcelo Safadi, durante a abertura do 1º GOFASHION Week, ontem, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Segundo ele, a Semana consiste em uma plataforma de lançamentos. Entre os objetivos do evento, o principal é organizar o calendário da moda conforme os interesses de compras dos profissionais do segmento em Goiás.

O GOFASHION traz também uma vertente institucional, com o intuito de promover o encontro dos líderes do setor com as instituições e entidades relacionadas, como Senai e Sebrae. “A intensão é fazer uma espécie de um grande café de negócios, proporcionando o encontro de profissionais de todas as etapas de criação da moda, para discutir o processo, as tendências e as novidades”, comenta Safadi.

Ele explica que o GOFASHION foi criado para tapar as lacunas deixadas pelos outros eventos do segmento que já acontecem em Goiás e que são voltados, na maioria, aos consumidores finais. “A Semana é voltada às marcas, aos patrocinadores e à indústria como um todo.”

Cenário econômico

Goiás ocupa o 11º lugar no ranking dos que se destacam na produção da indústria têxtil. De forma geral, o segmento contribui com 10,79% do PIB industrial do Estado. Esses foram os dados apresentados pelo secretário estadual de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, durante a palestra de abertura do GOFASHION. O secretário abordou o crescimento do setor goiano de confecções e garantiu que, este ano, 30% dos recursos da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC) estão destinados à implementação da atividade.

Conforme Baldy, em 2010, o Estado contava com 3,4 mil empresas confeccionistas formalizadas, gerando aproximadamente 27,4 mil postos de trabalho. Segundo estimativas do Sindicato das Indústrias de Vestuário de Goiás (Sinvest), o total de empresas cadastradas atualmente chega a 29 mil, sendo responsável por mais de 200 mil empregos diretos e indiretos. Sobre a produção média, o cálculo é de que as confecções e facções goianas criem cerca de 30 mil peças mensais, com forte apelo para o jeanswear, moda praia, infantil e modinha.

No que diz respeito às exportações, em 2011 foram somados US$ 577,6 milhões em vendas para 84 países. Neste ano, até o mês de junho, o Estado arrecadou US$ 265 milhões nas vendas externas. De acordo com o secretário, para fomentar o crescimento nesse sentido, o Estado desenvolve ações para aumentar barreiras para produtos importados, especialmente os chineses.

Precisamos apoiar iniciativas como o GOFASHION, que acrescentam valor à marca goiana e mostram ao mundo que nossos produtos também têm qualidade e estilo.”

Ainda conforme Baldy, outras medidas estaduais estão sendo colocadas em prática para fomentar o desenvolvimento do setor, como concessão facilitada de créditos e projetos que incentivam a 1ª exportação. “Além disso, contamos com o Plano Brasil Maior, do governo federal, que reduziu a 0 a alíquota de 20% do INSS das folhas de pagamentos para o setor têxtil, entre outros segmentos.”

O secretário explica que, com o desenvolvimento do setor, a grande ambição é montar uma cadeia produtiva completa em Goiás. “O algodão que é produzido aqui deve ser também processado e confeccionado em território goiano. Os custos baixam, a qualidade aumenta e isso estimula as exportações.”

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